Pessoas comuns são fundamentais para mudar a política

Pesquisas revelam que a maioria população está fora da política institucional; jovens são os que mais querem participar

Quem pensa que as pessoas comuns não se interessam por política está muito enganado. Pesquisas apontam que, apesar de existir um grande afastamento entre os jovens e a política tradicional, cresce o interesse por participação social.

É o que confirma o levantamento do Instituto DataFolha, de setembro de 2018. Segundo o estudo, 77% dos jovens já tiveram alguma atuação política em igrejas ou Organizações Não Governamentais (ONGs). Além disso, 29% dos jovens com idade entre 15 e 25 anos possuem algum interesse em disputar eleições. Por outro lado, apenas 19% se filiaram a partidos ou participaram de campanhas eleitorais.

Os números indicam que ainda há uma barreira que precisa ser rompida entre a política tradicional e a vontade de participação de mulheres, negros, LGBT+, trabalhadores (as) e outros setores que, historicamente, não estiveram devidamente contemplados nos espaços de representação política. 

Os empresários, por exemplo, contam com 193 representantes no parlamento, contra, apenas, 35 parlamentares oriundos do movimento sindical, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De um total de 192 países, o Brasil ocupa a 152º posição no ranking de representatividade feminina na Câmara dos Deputados, ficando atrás de países como Senegal, Etiópia e Equador. 

Quando o assunto é representação de negros e negras, a situação é, ainda, mais drástica. Após as eleições do ano passado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 4% das vagas de senador e deputados distritais, estaduais e senadores foram ocupadas por negros, que são a maioria da sociedade brasileira. Temos 80% da bancada federal composta por homens brancos.

As mulheres foram as primeiras a se levantarem contra o discurso conservador que serve como base de sustentação para o atual estado de sub representação do povo nos espaços de poder. Durante as eleições majoritárias de 2018, elas organizaram o movimento “Ele Não”, levando milhões de pessoas às ruas em todo o país. Logo no início do atual governo, milhões de estudantes também deram seu grito por participação nos espaços decisórios através de mobilizações contra os cortes na educação e institutos federais que ficaram conhecidas como “Tsunami da Educação.”

As ruas, as periferias, as universidades e as escolas pulsam, enquanto os espaços políticos institucionalizados ainda insistem em reproduzir uma política voltada para os interesse de uma parcela ínfima da população. Essa energia transformadora dos que vem debaixo precisa furar a barreira para ocupar o poder e, assim, transformar a política para o bem da maioria da população que ainda sofre com índices vergonhosos de desigualdades de todo o tipo.

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O Brasil é um país diverso, com um povo batalhador. Mas, entre as pessoas comuns e seus representantes, existe uma barreira construída pelos poderosos que investem muito dinheiro para eleger os seus. Chegou a hora de derrubar essa barreira. Faça parte desse movimento.
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